Governo do Estado do Rio Grande do Sul
Secretaria de Inovação, Ciência e Tecnologia
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Desenvolvimento de um herbicida a partir da erva-mate (Ilex paraguariensis)

Publicação:

Entidade: Univates
Cidade/Região: Lajeado / Região dos Vales
Proa/Programa: 22/25000000205-3 / Techfuturo
Coordenador: Elisete Maria de Freitas
Vigência: 2022-2025

Objetivo Geral: Avaliar a viabilidade para o desenvolvimento de um herbicida natural com extratos aquosos de folhas, frutos verdes e/ou frutos maduros de I. paraguariensis como alternativa ao uso de agrotóxicos.

Sumário: O Brasil possui a maior biodiversidade de flora e fauna do planeta e a maior diversidade de ecossistemas. O conhecimento dessa biodiversidade, associado à aplicação da biotecnologia com o intuito de investigar seus potenciais pode contribuir para a sua valorização e preservação e garantir a sustentabilidade econômica de famílias e comunidades, promovendo o desenvolvimento da bioeconomia no país. Paralelo a isso, o Brasil ocupa desde 2008, o topo do mercado mundial no consumo de agrotóxicos. E ainda, não tem aproveitado o potencial de toda a sua biodiversidade que é, por sua vez, capaz de favorecer o desenvolvimento econômico, pois constitui fonte de matéria-prima para diversos setores da indústria, tais como farmacêutico, alimentício, químico, de aditivos e também para a agricultura e horticultura.
A Revolução Verde, entre 1960 e 1970, com o intuito de modernizar a agricultura para suprir a falta de alimento para a população, estimulou o uso de defensivos agrícolas no Brasil, porém não atingiu a meta de acabar com a fome no mundo. Dentre os defensivos agrícolas, os herbicidas atingem o topo da comercialização (48%), sendo utilizados para o controle de plantas infestantes em extensas áreas de monoculturas, como soja, milho, café, arroz, entre outras. Esse uso excessivo de herbicidas tem gerado resistência em algumas espécies de plantas infestantes, exigindo o desenvolvimento constante de novos herbicidas com diferentes modos de ação e ingredientes ativos, além do aumento das dosagens nas aplicações. O uso indiscriminado desses herbicidas, aliado ao uso de outros agroquímicos, tem provocado inúmeras doenças e danos ambientais severos. E, neste cenário de uso elevado de defensivos agrícolas, cada brasileiro consome em média sete litros de agrotóxicos por ano, sendo responsáveis por causar dermatites, doenças crônicas, parto prematuro, infertilidade masculina, câncer, doença de Parkinson e Alzheimer.

Resultados Esperados:
- Apresentar pelo menos 30 bioensaios com espécies infestantes de sistemas agrícolas, nativas e cultivadas em laboratório, casa de vegetação e campo (áreas de cultivo com videiras e soja) com a avaliação dos efeitos tóxicos de I. paraguariensis sobre a germinação, sobre o desenvolvimento vegetativo e sobre os processos fisiológicos e tecidos das plantas.
- Identificar o extrato de maior toxidez e os seus efeitos sobre plantas nativas, abelhas, videiras e soja, microrganismos de solo e sobre a floração e frutificação de videiras, para viabilizar o desenvolvimento de um herbicida natural.
- Definir o extrato que possui maior potencial fitotóxico para o controle de plantas infestantes, indicando as espécies que poderão ser controladas e a respectiva concentração a ser utilizada para o desenvolvimento de um herbicida natural.
- Qualificar, no mínimo, 60 (sessenta) pessoas, membros da comunidade regional, em 3 atividades (um curso de curta duração, uma palestra e um Workshop) para o preparo de extratos de folhas e frutos de erva-mate para as técnicas necessárias para o desenvolvimento de um herbicida natural.

Locais

Inova RS