Governo do Estado do Rio Grande do Sul
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Bioprodutos para o controle biológico de ácaros: o caso dos ácaros predadores fitoseiídeos

Publicação:

Entidade: Univates
Cidade/Região: Lajeado / Região Central
Proa/Programa: 21/25000000283-0 / Techfuturo
Coordenador: Noeli Juarez Ferla
Vigência: 2021-2024

Objetivo Geral: Desenvolver um processo comercialmente viável de produção em escala de ácaros predadores como agentes biológicos a ser empregados no controle de populações de ácaros fitófagos em culturas típicas do Sul do Brasil.

Sumário: Durante o ciclo de produção, as culturas podem ser atacadas por doenças e herbívoros capazes de afetar a produção. Esses organismos, quando alcançam o status de praga, podem reduzir a produção ou ainda, provocar perda completa da safra. Dentre os principais organismos que podem tornar-se praga estão os ácaros fitófagos das famílias Eriophyidae, Tarsonemidae e Tetranychidae.
Normalmente, o controle dessas espécies tem sido realizado por sucessivas aplicações de agroquímicos como estratégia exclusiva, vindo a provocar problemas por contaminação ambiental, efeito deletério à saúde humana, seleção de populações acarinas resistentes, eliminação de inimigos naturais e polinizadores, contaminação ambiental e resíduos nos alimentos. Assim, surge a necessidade de utilizar novas formas de controle sem o uso desses produtos, sendo o controle biológico aplicado (CBA), através dos agentes de controle biológico, uma alternativa promissora no controle de populações dessas pragas. A premissa básica do controle biológico é controlar as pragas agrícolas a partir do uso de predadores, parasitóides e microrganismos entomopatogênicos, colaborando para a melhoria da qualidade dos produtos agrícolas, redução da poluição ambiental e preservação dos recursos naturais. O controle biológico utiliza os inimigos naturais no controle de ácaros praga. Os ácaros predadores são empregados para controlar aqueles que alcançam o status de praga.
A exigência dos consumidores por produtos livres de agroquímicos vem gradativamente aumentando, e com isso novas estratégias vêm sendo utilizadas no intuito de contribuir com essa produção. No Brasil são registrados mais de 17 mil produtores de alimentos orgânicos, sendo que somente no Rio Grande do Sul há registro de 2,5 mil, além dos produtores convencionais que desejam utilizar produtos alternativos aos agroquímicos. Desta forma, há uma demanda por produtos biológicos, os quais nem sempre estão disponíveis pelas biofábricas já registradas, tornando-se necessária a implementação de novos empreendimentos em diferentes regiões do país que detém essa tecnologia de produção. Neste contexto, visa-se uma agricultura sustentável, com alternativas na redução do uso dos agroquímicos, que minimize os riscos de contaminação ambiental e à saúde humana, e, por conseguinte, a redução de populações de ácaros fitófagos. Faz-se necessário, desta forma, ofertar comercialmente espécies de ácaros predadores produzidos em biofábricas para que sejam empregados no controle de populações de ácaros fitófagos.

Resultados Obtidos:
- Definição de substratos alternativos e condições para a produção em larga escala de Phytoseiulus macropilis e Neoseiulus idaeus;
- Definição de alimento alternativo adequado para a manutenção de Phytoseiulus macropilis e Neoseiulus idaeus em embalagens utilizadas no transporte para propriedade rurais;
- Definição de técnicas de envasamento de populações de Phytoseiulus macropilis e Neoseiulus idaeus viáveis em frascos para comercialização;
- Realização de cursos contendo informações sobre liberação de ácaros predadores (Phytoseiulus macropilis e Neoseiulus idaeus) e estratégias de manejo com o uso de inimigos naturais.

Locais

Inova RS