Rastreabilidade e autenticidade do mel do Vale do Jaguari
Publicação:
Entidade: URI
Cidade/Região: Santiago / Região Central
Proa/Programa: 21/25000000203-1 - Inova
Coordenador: Higor Machado de Freitas
Vigência: 2021-2024
Objetivo Geral: Fortalecer o protagonismo da terceira maior região brasileira produtora de mel, no cenário nacional e internacional, por meio da rastreabilidade, da origem e de parâmetros de qualidade, garantindo informações de fácil acesso para os consumidores de méis Premium.
Sumário: Considerando o norte de que em 2030, o Rio Grande do Sul será referência global em inovação como estratégia de desenvolvimento regional. O presente projeto visa fortalecer o protagonismo da terceira região brasileira produtora de mel no cenário nacional e internacional, dentro de uma perspectiva de inovação aberta e sustentável. Para tanto, são necessárias iniciativas que promovam pesquisa e desenvolvimento (P&D) em benefício da sociedade como um todo.
No Brasil, a atividade apícola teve início em 1839, quando o padre Antônio Carneiro importou colmeias de Apis Mellifera da região do Porto, Portugal. Posteriormente, a atividade avançou para o interior do país e na região agroecológica do Vale do Jaguari, com o trabalho intenso de imigrantes europeus, ocupou o limite austral da Mata Atlântica e as pradarias do Pampa.
Atualmente, o Vale do Jaguari é referência nacional e internacional na produção de méis de alta qualidade, sendo o terceiro maior produtor brasileiro. A Cadeia Apícola do Vale do Jaguari, beneficia direta e indiretamente milhares de pessoas, produzindo, distribuindo, comercializando e exportando méis de alta qualidade. A diversidade de méis Premium é fruto da biodiversidade da flora apícola, que conta com espécies nativas do Bioma Pampa e da Mata Atlântica, proporcionando agradáveis experiências sensoriais, com sabores construídos em consonância com a valoração socioeconômica, cultural e a conservação ambiental.
O fortalecimento da cadeia apícola no Vale do Jaguari, uma luta e desafios constantes na região, passa por diferentes iniciativas. Primeiramente, foi constituída a governança do APL do Mel, em uma articulação de associações de apicultores, poder público, EMATER, SEBRAE, Secretaria de Desenvolvimento Econômico e URI Santiago. Posteriormente, foi desenvolvido, na URI Santiago, o projeto Fortalecimento da Cadeia Apícola, que, com aporte de recursos da Secretaria de Inovação, Ciência e Tecnologia (SICT - RS), desenvolveu soluções para o diagnóstico georreferenciado da cadeia apícola, incremento do pasto apícola e qualificação dos atores envolvidos. Outro projeto reconheceu a diversidade de abelhas nativas e as suas interações com os agroecossistemas regionais.
Na cadeia produtiva do mel, que abrange desde a polinização até o consumo do produto final, são realizadas etapas que garantem a qualidade do mesmo. O Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento (MAPA) estabelece, por meio da Instrução Normativa nº 11, de 20 de outubro de 2000, a identidade e os requisitos mínimos de qualidade, características sensoriais e físico-químicas, que o mel destinado ao consumo humano direto deve apresentar.
Resultados Obtidos:
- Rastreamento da origem dos méis produzidos pela cadeia apícola do Vale do Jaguari;
- Identificação da origem do néctar utilizado na cadeia apícola dos méis do Vale do Jaguari;
- Analise dos parâmetros de qualidade dos méis do Vale do Jaguari;
- Apresentação de ferramenta tecnológica de acessibilidade das informações sobre o processamento do mel aos consumidores;
- Apresentação de palestra visando a divulgação dos resultados obtidos com a execução do projeto para os apicultores do Vale do Jaguari.