Governo do Estado do Rio Grande do Sul
Secretaria de Inovação, Ciência e Tecnologia
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Rede de controle biológico da Região Noroeste e Missões do do Rio Grande do Sul

Publicação:

Entidade: Setrem
Cidade/Região: Três de Maio / Região Noroeste e Missões
Proa/Programa: 21/25000000191-4 / Inova
Coordenador: Tânia Maria Bayer da Silva
Vigência: 2021-2025

Objetivo Geral: Montar uma biofábrica no Noroeste e Missões do estado do Rio Grande do Sul, para controle biológico de pragas de lavouras, com a soja como cultura modelo.

Sumário: O Noroeste do Rio Grande do Sul, possui destaque na produção estadual de grãos, com mais de 20% do PIB oriundo da produção agropecuária (IBGE, 2017). Entretanto, estes valores não traduzem a importância do setor primário para a região, pois grande parte das atividades econômicas nos outros setores possui vínculo com o plantio, colheita e comercialização de grãos, máquinas, implementos e insumos para agricultura.
Um dos problemas é a baixa diversificação da região. Dentro deste contexto, a soja se destaca como a principal cultura anual. Em São Luiz Gonzaga, por exemplo, na safra de 2016 a área plantada chegou a mais de 80.500 hectares dos, aproximadamente, 111.000 hectares disponíveis para a agricultura no município (IBGE, 2017). Estes números evidenciam a importância da cultura da soja para a região.
De maneira geral, entre o preparo da área e a comercialização do produto final, em produção de grãos existem muitas etapas em que podem ocorrer perdas econômicas para o agricultor. Ignorando problemas de gestão, solo e variações nos preços do produto, focando apenas nos aspectos fitossanitários, os insetos, as plantas daninhas e as doenças são os principais fatores de prejuízo na lavoura de soja. Dentre as principais pragas da soja, destacam-se os percevejos. Estes insetos são sugadores da ordem Hemiptera, subordem Heteroptera e família Pentatomidae. São as pragas que causam mais prejuízos para a cultura. As três espécies mais importantes são percevejo-da-soja, o percevejo-verde-pequeno-da-soja e o percevejo- marrom-da-soja.
Entretanto, outras espécies podem ocorrer, em maior ou menor importância, dependendo das condições ambientais e do local do cultivo. Nezara viridula (L., 1758), conhecido por percevejo-da-soja, percevejo-verde ou fede-fede, é um percevejo verde, que pode variar de claro a escuro, tendo a face ventral sempre clara. Atinge até 17mm de comprimento e possui antenas avermelhadas. As ninfas (formas jovens) possuem comportamento gregário e são mais escuras que os adultos, apresentando manchas pelo pelo corpo. Piezodorus guildinii, conhecido como percevejo-verde-pequeno-da-soja, melhante ao N. viridula, mas, atinge até 10mm, apenas. Também, possui uma mancha escura na base posterior do pronoto. O Euschistus heros, ou percevejo-marrom-da-soja, tem como principal característica dois espinhos laterais no protórax. Além da coloração marrom, possui uma mancha branca no escutelo.

Resultados Esperados:
- Estabelecimento de dois laboratórios de criação de insetos no primeiro mês de execução;
- Estabelecimento de criações de percevejos e parasitóides no primeiro ano de funcionamento;
- Oferecer um curso anual ou workshop sobre controle biológico de pragas;
- Estabelecimento de duas unidades demonstrativas para aplicações das técnicas de controle biológico para que sirvam de modelo.
- Realização de liberações de parasitóides em lavouras a partir do segundo ano de funcionamento;
- Treinamento de produtores rurais e técnicos para uso de controle biológico de pragas da soja.

Locais

Inova RS