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Gestora de Inovação em Saúde do Inova RS Região Sul desenvolve e apresenta podcast sobre doação de órgãos

POD AUSCUTAR reúne nefrologista e transplantado para debater conscientização, desafios, tecnologia e inovação em saúde

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A gestora de Inovação em Saúde do Programa Inova RS Região Sul, Priscila Arduin, desenvolveu e apresentou um episódio especial do POD AUSCUTAR, gravado no PPTCAST, no Pelotas Parque Tecnológico, com foco na conscientização sobre a doação de órgãos e nos desafios que envolvem os processos de captação e transplante. 

Além da apresentação, Priscila esteve à frente da concepção do episódio, definição do tema, estruturação da pauta, elaboração do roteiro e articulação dos convidados, construindo o conteúdo a partir de uma abordagem que uniu saúde, ciência, tecnologia, inovação e participação social. 

Com o tema “Doação de Órgãos: Conscientização, Esperança e Inovação que Salvam Vidas”, o episódio reuniu o Dr. Matheus Neumann Pinto, médico nefrologista e coordenador da Comissão de Gestão de Doações e Transplantes do Hospital Universitário São Francisco de Paula, e Phillyp Almeida, transplantado hepático, estudante de Gestão Pública da Universidade Federal de Pelotas (UFPel), fundador da Liga Pelotense Doe Órgãos e membro da Vivere – Associação Nacional de Pré e Pós-Transplantados. 

Realizado durante o Setembro Verde, mês dedicado à conscientização e ao incentivo à doação de órgãos, o encontro, no dia 24 , buscou aproximar diferentes perspectivas sobre o tema, reunindo o conhecimento técnico e a experiência médica com o relato de quem vivenciou diretamente a espera por um transplante. 

Ao longo do programa, foram abordadas as principais etapas do processo de doação e captação de órgãos, a importância da autorização familiar, a realidade das listas de espera, os critérios para doadores e receptores e a possibilidade de doação em vida. A conversa também tratou de temas relacionados à doença renal crônica, hemodiálise, prevenção e acompanhamento dos pacientes. 

Outro ponto de destaque foi a discussão sobre os desafios existentes na estrutura do sistema de transplantes, especialmente em relação à logística, transporte de órgãos, integração entre equipes, estrutura hospitalar e necessidade de agilidade em todas as etapas do processo. 

A experiência de Phillyp Almeida também teve espaço especial no episódio. Transplantado hepático, ele relatou sua trajetória até o transplante e o período de aproximadamente oito meses em que permaneceu na lista de espera. A vivência contribuiu posteriormente para sua atuação na Liga Pelotense Doe Órgãos, voltada à conscientização da comunidade e à valorização do diálogo familiar sobre a decisão de doar. 

Inovação e tecnologia aplicadas à saúde 

A relação entre transplantes, tecnologia e inovação também esteve presente no debate. Entre os assuntos abordados estiveram as máquinas de perfusão de órgãos, utilizadas para ampliar as possibilidades de preservação, avaliação e manutenção dos órgãos fora do corpo antes do transplante. 

Também foram discutidas as possibilidades relacionadas à ciência de dados, integração de informações e desenvolvimento de novas tecnologias, capazes de contribuir para a organização dos processos, apoiar decisões e ampliar a eficiência das redes envolvidas na doação e nos transplantes. 

Na área da saúde, essa articulação torna-se especialmente relevante por envolver simultaneamente ciência, pesquisa, tecnologia, gestão, logística, políticas públicas, inovação e participação social. O próprio processo de doação evidencia a necessidade de conexão entre hospitais, equipes assistenciais, centrais de transplantes, serviços especializados, pacientes e familiares. 

A realização do episódio também reforça a atuação do Inova RS Região Sul na promoção de iniciativas que conectam conhecimento, inovação e temas de interesse público, aproximando diferentes atores e ampliando o debate sobre desafios que impactam diretamente a saúde da população. 

Ao final, ficou uma das principais mensagens do programa: a importância de conversar com a família sobre o desejo de ser doador. Mais do que uma decisão individual, a doação depende do conhecimento e da participação familiar. Informação, conscientização, ciência e inovação, quando conectadas, podem representar esperança, tempo e uma nova oportunidade de vida para milhares de pessoas. 

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